quinta-feira, 22 de julho de 2010

Confissões de Marcelle


Radiante, esplendula, espetacular, com olhos verde folha seca, cabelos dourados que brilham ao toque sutil do sol. Marcelle sempre esteve certa de suas crises, loucuras – meras crises bipolares, não constantes-; está se caracterizava como uma adolescente alto astral, sempre rodeada de amigos, não se importava com os dias adiante que se revelariam. Marcelle se encontrara com seus 17 anos, seu momento te importunava a levar uma vida serena e com suas próprias filosofias, já cansada de ser importunada por seus pais, Adolf um jovem juiz, dedicado a sua carreira e investimentos monetários no país; Carmem excelente promotora, linda como a filha, fixava seu foco e trilha, embasada em solucionar questões difíceis impostas pelo trabalho.
Seus pais se conheceram na faculdade, desde então, se comprometem a repentinamente esboçar a mesma historia de amor – que marcelle não dava mais ouvidos. Marcelle estava certa que amor não existia, nunca existiu, ouvia-se muitas vezes Marcelle dizer:
- Não existe esse tal amor, tão solene, que expressam em contos e filmes, é sim, um mero jogo de interesses!
Seu pré-conceito com a vida e a forma como ela gira, contudo não acreditava em si mesma, por já estar machucada; odiava a forma em que seus pais a dividiam do restante da sociedade em que se comprometeram a viver, moravam em um grande condomínio, rodeado de luxuria e pessoas de pose, suas decisões quase não nunca contavam em reuniões de família. Cansada de toda aquela burocracia exigida pela família e pelos pais; Marcelle começa uma nova fase da sua vida, quebrando os tabus, e expressando em confissões em um diário secreto. Dizia-se que era seu maior desabafo, consigo própria, começou a escrever cada passo, cada sentimento por ela existente, encontros e desavenças ocorridas em seus dias decorridos.

1ª Confissão

- Estou certa que a sociedade é repugnante, pensam como animais ferozes, nem se deixam pela delicadeza de algumas palavras – tal como obrigado – se entrelaçam em estreitas guerras competindo por território (“fama” como dizem), estão perdendo seu brilho na procura pelo status ou coisa do tipo, sinto me a cada dia embrulhar o estomago só pensar nas situações ou em qualquer pensamento tolo destes que escarnecem em suas objeções irritantes e sem nexo. Preparo – me não para morte, e sim, por todos esses animais que me rodeiam e que querem me sugar, ou talvez, me comer como cães famintos sobre pedaços de ossos deixados ao chão, quero me libertar desta falsa coragem de estar em meios aos porcos que dizem que a honestidade se recebe pelo “$”, percebo que estou em meio a porcos dentro de um imenso chiqueiro, eles não percebem que são pobres internamente, sei o que quero e vou conquistar, quero apenas estar com meus amigos, estar em conexão com o mundo e seus mistérios e não estar presa neste mundinho que eu me encontro. Mas, já dei meu primeiro passo, e este foi como saborear uma trufa de cereja com chocolate amargo sentir-me tão sóbria e ao mesmo tempo embriagada e louca, dançando em uma pista onde a musica penetrara de tal maneira que me envolvia por completa, nunca liguei para as regras sempre que podia as quebrava e sempre tive uma grande aliada que se aventura e se encontra sempre comigo, Martha – minha prima – sempre esteve comigo, e esta seria o inicio de muitas as vezes que aprontaríamos juntas, ao som de nossa musica favorita movíamos toda estrutura corpórea nos dada e a cada instante que os reflexos de luzes invadiam meu rosto mais eu era seduzida pelo badalar das caixas estridentes que expurgavam o perfeito som, está ida a boate era apenas para me libertar, pois faria 18 anos em menos de um mês, e deixar minha mãe me ligando e com sensação de ser expulsa por utilizar carteira falsa me deixara um imenso gozo. Bom, o melhor de tudo após a balada sentados sobre a úmida grama da praça, foi sentir a brisa tocar meu rosto enquanto inalava fumaças de nicotina de um lucky strike e exalar nebulosas fumaças azuis acinzentada e sentindo o sol me tocar suavemente, com os olhos fechados relembrando cada momento como flash, e o gosto daquele em quem toquei os quentes e molhados lábios, e que permanecera em meus pensamentos. Penso que tudo é questão de sabedoria á ser utilizado para não deixar a sociedade sufocar o nosso “eu”: - Liberte-se sempre que necessário para que momentos intensos te invadam torrencialmente.

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