“ O essencial é invisível aos olhos’’ Pequeno príncipe
Frase tão complexa e ambígua, o que seria invisível para o ”pequeno príncipe”, pra outro possa ser mera dedução ilusória. Cada ser humano deduz por si próprio o que é de fato essencial o que te compõem dentro dos padrões ou até mesmo para se sustentar e ter convicção da sua existência – carência talvez seja a palavra – invisível seria algo não palpável, um falso instrumento, uma via impercebível, algo que nossos olhos não consigam ver; e essencial o que seria? Sabendo que cada um define o que é essencial para si próprio, ou se dividem em grupos para decidirem o que será essencial em conjunto, algum desses grupos se subdividem em religiões, um ato de professar a essência não palpável, a essência invisível aos olhos, e sem querer criam um deus, um ser com características próximas ao poder que o homem sempre quis ter tais como onipresença, onipotência, sabedoria extrema, bondade, amor, onisciência como outros fatores, e sem querer colocam esse deus como o ser que o criou, desenvolvem mitos, desencadeiam uma serie de historias que acrescentam e complementam uma afirmação para si próprio e para a vida, depositam toda sua afirmação nesta essência invisível, já outros matam esse deus e explicam a essência como um ato de sabedoria, algo tão forte, que pode mudar toda uma historia, toda uma vida uma base formada por conceitos e métodos analíticos e psicológicos de todo o ser, metáforas calculadas e baseadas na movimentação do ser humano, que é essencial para a sua evolução, mas é invisível aos seus olhos, mas essencial para sua criação sendo que antes de gerar você tem que primeiro se criar com sua própria essência.
São tantos os mitos, as historias, as frases, os tentos errôneos que metodicamente criamos tudo aquilo que seria essencial invisível aos olhos em matéria, as afirmações são as bases os contextos mais vistos, a ciência sendo como forma mais exata de explicar todas as coisas, em confronto com todo o restante de idéias não palpável, e deixamos de lado o verdadeiro sentido da essência invisível, na busca de algo concreto ou de sobreposições que possam dominar todo o ser. Entretanto, imperceptivelmente deixamos de lado toda essência do amor, da compaixão, respeito, sabedoria, compreensão, dádivas concebidas pelo rei sendo que o verdadeiro valor real não é tangível, e esse, é essencial.
É indubitável que tudo seja essencial aos nossos olhos, no entanto, devemos frisar que isso irá variar no tempo e no espaço psicológico, divergindo em crenças, pessoas, raça, sexo e, até mesmo, opção sexual. Quiçá nós, seres humanos, estejamos tão inseridos em um mundo de essências, apologias, paradigmas e paradoxos que nos tornamos, em meio às coisas realmente essenciais, cegos. Eu não vejo outra razão, pois que senão essa, da existência de tantas coisas. É variável o gosto de cada um, portanto, devemos frisar que o conceito de essencial, ou não, variar-se-á de acordo com a concepção de cada ser. Não obstante, é mister a criação de vários outros meios de conforto social, nos quais as pessoas se apegam no desespero, contudo, eis que vos digo, isso não passa de uma ilusão falsa.
ResponderExcluirExcelente texto, é de grande importância frisar que, a cada dia que passa, sua escrita melhora notavelmente.
Se há o essencial? Eu realmente não o saberei, não sei, não quero saber. A vida é fruição, desdita, pálida, flash que realmente não se vê! Gosto do sabor do invisível, do que eu não posso deter. Tudo nos foge... até nós mesmos. Quando me deixei partir de mim mesmo, quando desinteressei-me de ser, loucura!, fiquei mais perto de mim, me tornei alguma coisa mais verídica. Nesse lugar de não-saber, de aparente não-ser posso, enfim, SER. Entregue, oblato, simples! Acho que Deus existe! kkkkkkkkkkkkkk
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