segunda-feira, 26 de julho de 2010

Um desejo interminável


Solúvel como o açúcar ao se misturar no liquido

Colorido como um campo em dias de primavera

Frio e suave como uma brisa

Leve e fresco como a água do mar

Agradável e gentil como um belo sorriso

Branco e gelido como a neve

Quente como um vulcão em erupção

Confortável e macio como travesseiro de pena de ganso

Talvez tudo isso seja uma ironia

Destino ou apenas má escolha

Um texto sem estrofe

Um fim sem ponto final

Um desejo interminável pela lucidez

Com um gosto de ópio

Mistério decifrável olhar em seus olhos

E é como olhar em duas grandes ameixas

E poder sentir o gosto doce e suave

De um simples passar despercebido

Sensação mista entre o quente o frio

Pensamentos fajutos , questões sem razão

Um fim sem ponto, uma escolha errada

Indecifráveis indecisões sem ter o porque

Somente vírgulas nas paginas da vida....


By : Diego Ferreira


Um comentário:

  1. Desejo algo que nunca vi,
    Nunca senti,
    Que nunca provei
    E mesmo assim,
    Morro de saudades,
    Morro de vontades...

    Belo texto, Diego! Deixou-me inspirada =)

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